O que é REVIS (em poucas palavras)
É uma categoria de unidade de conservação voltada à proteção da vida silvestre; o uso público, quando permitido, tende a exigir regras claras de visitação e conduta.

O Morro do Lampião é um dos mirantes naturais mais conhecidos do Campeche, com vista para a Praia do Campeche e para a Ilha do Campeche. Nesta página, você encontra um guia prático: onde fica, como é o caminho, o que levar e como planejar a visita — incluindo um ponto essencial: o status oficial de visitação pode mudar por regras de conservação e decisões judiciais.
Importante: o Morro do Lampião integra uma unidade de conservação municipal (REVIS). Em novembro de 2025, veículos de imprensa e o Ministério Público de Santa Catarina noticiaram uma decisão liminar que suspendeu a visitação e atividades comerciais no local em razão da falta de plano de manejo publicado.
Como esse tipo de situação pode mudar (com novas decisões e/ou publicação do plano de manejo), use este post como guia geral — e sempre confirme a situação mais recente em canais oficiais (Prefeitura/FLORAM) e comunicados públicos.
O apelo do Morro do Lampião é simples: uma subida relativamente curta, porém em geral íngreme, que termina em mirantes com vista ampla do leste e sul da Ilha de Santa Catarina — com a Praia do Campeche e a Ilha do Campeche em destaque.
Além do visual, o morro ganhou notoriedade por formações rochosas próximas aos mirantes, como a Pedra do Urubu, e por estar em uma área reconhecida como relevante para a conservação ambiental.

O Morro do Lampião fica no bairro Campeche, em Florianópolis (SC), na porção leste/sul da Ilha de Santa Catarina. O território está dentro do Refúgio de Vida Silvestre Municipal do Morro do Lampião (REVIS), uma unidade de conservação criada por decreto municipal em 2021.
Na prática, isso significa que a prioridade do lugar é a proteção da fauna, da flora e dos recursos naturais. Por esse motivo, regras de uso público podem existir (ou ser ajustadas) conforme a gestão ambiental e o plano de manejo.
É uma categoria de unidade de conservação voltada à proteção da vida silvestre; o uso público, quando permitido, tende a exigir regras claras de visitação e conduta.
Porque “trilha popular” não significa “acesso garantido”. Antes de ir, vale checar se há restrição temporária, orientações de fiscalização e sinalização atualizada.
O acesso mais citado para a trilha costuma partir de ruas do Campeche, com destaque para a Rua Pau de Canela, apontada em diversos roteiros de caminhada como ponto de início.
Quando liberada, a trilha do Morro do Lampião é frequentemente descrita como curta, mas com subida constante. Em boa parte do trajeto, o caminho é aberto e pode ter exposição ao sol.
Em relatos e guias de trilha, aparece como um percurso de aproximadamente 1 a 1,5 km (somente ida), com variação de tempo conforme ritmo e condições do terreno (subida/descida, calor, umidade).
Boa opção para quem quer um mirante com “recompensa rápida”, mas não quer (ou não pode) fazer uma trilha longa.
A descida pode exigir mais cuidado do que a subida — vá com calma, principalmente se o terreno estiver úmido.


Os mirantes do Morro do Lampião costumam entregar vista aberta para o mar e para o eixo Campeche–Joaquina–Lagoa da Conceição, além da Ilha do Campeche em dias de boa visibilidade.
A Pedra do Urubu é frequentemente mencionada como ponto icônico do topo, mas vale um aviso responsável: subir em rochas (especialmente com apoio improvisado, como cordas) pode ser perigoso. Se você não tem experiência e segurança, fique apenas nos pontos firmes e aproveite a vista sem se expor.
O nome “Morro do Lampião” é associado, em diversas fontes locais, ao uso de um lampião no alto do morro para sinalizar aeronaves na década de 1920, quando o Campo de Aviação do Campeche foi utilizado como ponto de escala de rotas de correio aéreo.
Esse contexto dialoga com uma história mais ampla do bairro: o Campeche teve ligação com a Compagnie Générale Aéropostale (serviço de correio aéreo francês) nas décadas de 1920 e 1930, tema presente em registros de instituições e projetos de memória local.
Para quem gosta de combinar trilha com cultura, vale explorar também o tema do antigo campo de aviação e sua preservação — uma parte importante da identidade histórica do Campeche.
Se você estiver montando um passeio no Campeche, dá para combinar a busca por mirantes com pontos ligados à memória do antigo campo de aviação — sem pressa, e sempre respeitando regras locais.
Como unidade de conservação, o REVIS Morro do Lampião foi apontado por órgãos públicos como área relevante para proteção de remanescentes de vegetação e para conectividade ecológica entre outras áreas protegidas. Isso ajuda a explicar por que o tema do plano de manejo, da fiscalização e das regras de uso público aparece com frequência nas notícias sobre o local.
Na prática, o visitante (quando a visitação estiver permitida) pode ajudar seguindo uma lógica simples: baixíssimo impacto. Leve seu lixo, evite som alto, não faça fogueiras, não leve animais para áreas sensíveis sem confirmação de permissão e não altere o ambiente.
Se você teve que perguntar “será que dá?”, normalmente a resposta segura é “melhor não”. Priorize segurança e preservação.
Se houver restrição de acesso ao Morro do Lampião, vale escolher opções em áreas com uso público mais consolidado e regras claras. Algumas alternativas conhecidas na ilha são:
Em qualquer caso, confirme regras locais e condições do dia (clima, mar, sinalização e eventuais fechamentos).