Vista da Lagoa Pequena

Lagoa Pequena do Campeche: trilha, paisagem e visita consciente

No Campeche, entre áreas de restinga e caminhos de areia, a Lagoa Pequena (também chamada de Lagoinha Pequena) é um daqueles lugares que mudam o ritmo do dia: a água doce, a vegetação nativa e o silêncio do entorno criam um passeio simples — e muito especial — no sul de Florianópolis.

Onde fica a Lagoa Pequena, no Campeche

A Lagoa Pequena está no bairro Campeche, com área próxima ao Rio Tavares, em Florianópolis/SC. É um espaço reconhecido como área protegida no município, associado ao ecossistema de restinga e ao uso público orientado (trilhas e educação ambiental).

Um ponto importante para entender o lugar: a Lagoinha Pequena é citada pela FLORAM como área vinculada ao Decreto Municipal nº 135/88 e tem referência de área de 27,5 hectares, além de enquadramento como Área Verde de Lazer (AVL) no contexto do Plano Diretor dos Balneários.

Por que essa área é protegida

A Lagoa Pequena aparece no contexto de unidades de conservação e áreas protegidas do município, com objetivos que incluem preservar a diversidade biológica, proteger a paisagem, incentivar pesquisa e monitoramento ambiental e promover recreação em contato com a natureza e turismo ecológico.

Na prática, isso significa que o passeio mais “certo” por aqui é o de baixo impacto: caminhar pelas trilhas, observar a restinga, respeitar placas e evitar qualquer uso que degrade o ambiente (especialmente nas bordas da lagoa, onde o ecossistema é mais sensível).

Trilha da Lagoa Pequena: o que esperar do caminho

A trilha é um dos principais motivos para visitar a Lagoa Pequena. O percurso costuma ser buscado por quem quer um contato direto com a restinga e um passeio leve, sem “clima de aventura”, mas com paisagens bem fotogênicas.

Em ações de educação ambiental no local, a Prefeitura de Florianópolis destacou o uso de trilhas autoguiadas e a instalação de placas de orientação/avisos na área, reforçando a proposta de visitação com atenção às boas práticas.

  • Prefira horários de sol mais baixo (manhã cedo ou fim de tarde) para caminhar com mais conforto.
  • Leve água e proteção solar — a restinga tende a ter trechos expostos.
  • Fique nas trilhas: atalhos abrem “cicatrizes” na vegetação e aceleram a erosão.

Base de Educação Ambiental e uso público

A Lagoa Pequena também é um lugar de educação ambiental. Em 2019, a Prefeitura inaugurou uma Base de Educação Ambiental da FLORAM no local, com foco em atividades educativas e apoio à visitação. Segundo a Prefeitura, a estrutura foi pensada para ações com escolas e grupos, além de orientar a convivência com a área protegida.

A própria FLORAM registra que, em 2024, a Base precisou ser removida e realocada para as proximidades do início da Trilha da Lagoa Pequena, mantendo a proposta de estimular o uso público consciente.

Boas práticas: como visitar sem degradar

Se a Lagoa Pequena é um patrimônio ambiental do Campeche, a visita também é um “acordo”: você aproveita o lugar e, em troca, ajuda a mantê-lo íntegro para quem vem depois. Pequenas atitudes fazem diferença, principalmente em ambientes de restinga e margens de água doce.

  • Leve seu lixo embora (inclusive “microlixo”, como tampinhas e bitucas).
  • Respeite sinalizações e avisos ao longo das trilhas.
  • Evite barulho excessivo: a experiência e o ambiente agradecem.
  • Não altere o local (não arranque vegetação, não faça fogueira, não “crie trilhas”).

A Lagoa Pequena hoje: natureza dentro do bairro

A Lagoa Pequena é um bom exemplo do que torna o Campeche tão desejado: a combinação entre vida urbana e natureza muito presente. Em poucos minutos, você sai de ruas residenciais e chega a um cenário de restinga e água doce que lembra o quanto o sul da ilha ainda guarda áreas sensíveis — e valiosas.

Para quem mora ou visita Florianópolis, vale incluir a Lagoa Pequena no roteiro como um passeio curto, contemplativo e responsável — daqueles que funcionam bem em qualquer época do ano, desde que com respeito ao ambiente.